Pesca no Xingú

  • Novo Site Pesca no Xingú

    Pesca no Xingu é um projeto com o objetivo de orientar, educar, preparar e ser um espaço de entretenimento destinado aos pescadores, principalmente os da região do Alto Xingu e aqueles que tem interesse em conhecer esse paraíso.

    Novo Site Pesca no XingúMais
  • Dicas de Pesca

    Equipamentos de pesca para bacia Amazônica, kit de primeiros socorros, coisas que não podem faltar, repelente caseiro... Informe-se com as dicas de pesca.

    Dicas de PescaMais
  • Histórias de Pescador

    Este é um espaço destinados aos contos e causos de pescarias, você também pode participar, faça um breve resumo de sua história e nos mande no e-mail, castro@apanet.com.br que a publicaremos. 

    Histórias de PescadorMais

Começou tudo de novo

A partir do dia 12 de abril foi dada a partida, em um churrasquinho com uma boa picanha e regrada a uma bem gelada cervejinha, como é de costume, marcamos mais uma pescaria, essa para o dia 22 de maio, bom, como sempre a partir da data marca começa os preparativos, definir local, planejar a saí­da, fazer as compras, organizar os barcos em fim, montar toda a estrutura, como nosso companheiro e um dos lideres da organização, o Antonio Augusto fica a cargo de providenciar os barcos e das compras, pois ele mora em São Felix e se tornou um ponto de apoio para nos, considerando que na maioria das vezes partimos de La para nossas viagens.

A ansiedade toma conta de todos nos e passa a ser o assunto dos encontros, com isso nossa pescaria começa a 30 ou mais dias antes de realmente estarmos nas margens do rio, como nosso grupo é muito eclético, temos os que adoram pescar os que adoram ficarem no acampamento jogando um baralho, outros na cozinha, em fim, satisfação para todos os gostos, mas no fundo a grande satisfação é a presença de todos e cada um fazendo o que mais gosta de fazer, tudo de forma simples e democrática e sem cobranças, mas isso não muda nem desmerece o entusiasmo de todos e a satisfação é a mesma para cada um.

Bom, já estamos com alguns itens definidos, em comum acordo entre todos, então resolvemos neste ano mudarmos radicalmente nossa rota de pesca, sempre subimos o rio em busca dos pontos ideais para a captura dos grandes exemplares, mas neste ano vamos descer e procurar estes pontos rio abaixo, já tivemos algumas informações sobre lugares para excelentes pescarias, neste período em que o rio esta abaixando o nível das águas, podemos arriscar uns Trairões nas pedreiras, quem sabe uns Tucunarés, mas a grande possibilidade esta nos peixes de couro como os Cacharas, e os Pirarara, pois as águas ainda turvas e como isca usaremos as minhocusus, aumenta muito a possibilidade da captura dos belos peixes de couro.

Com uma ajuda da tecnologia podemos através do Google Earth identificar os principais pontos, criar rotas, determinar a distância dos pontos e podermos até cronometrar nossa viagem, com os pontos previamente marcas pegamos as coordenadas e passamos para um GPS, com isso ganhamos mais informações sobre nossa rota e sobre os principais poços para a pesca e a confirmação in loco desses lugares, para as posteriores pescarias termos um mapa completo de todo o rio, estamos criando um banco de dados com fotos, coordenadas e relato dos pontos mais interessantes, a localização previamente definida será nas seguintes coordenadas: Lon : 6°19'7.05"S e Lat: 52°27'54.59"O é uma ilha bem próximo ao ponto de encontro do rio Triunfo com o rio Xingu.

Faltando agora menos de 20 dias, já temos quase tudo organizado, previamente definido o número de participantes, entre eles os que realmente vão pescar, definido os barcos sempre na proporção de 3 participantes por embarcação, esta é a melhor relação conforto/custo/beneficio, a embarcação que leva todo o equipamento para a estrutura de alojamento já esta reservado, nele vai as avoadeiras (barcos de alumínio destinados a pesca) , alimentação, bebida, gelo, barracas, geradores etc., ou seja, todo o equipamento destinado a um mínimo de conforto necessário a todos os participantes, geralmente as mulheres participam mas como neste período, o rio ainda esta cheio e provavelmente não teremos praia e ha riscos de pegarmos algumas chuvas, decidimos que elas não iram , ficaria para uma próxima oportunidade , quando o rio estiver mais na caixa ou seja com menos água, proporcionando assim mais conforto e prazer a aqueles que preferem ficar no acampamento.

No decorrer dos dias a ansiedade vai aumentando e os preparativos continuam, alguns melhorando suas trais e outros fazendo revisões, deixando tudo prontinho para quando chegar La não faltar nada.

Depois de vários dias de trabalho de trabalho e ansiedade o grande momento chegou, ate que enfim chegou o grande dia, era a frase mais ouvida entre a turma, como no dia 22 de maio foi feriado, então resolvemos sair dia 21, na quarta feira, apos os expedientes, com isso chegaríamos a noite em São Felix do Xingu, com tempo ainda de colocarmos nossas traias e todo a estrutura do acampamento, arrumar tudo isso no barco fretado ainda a noite, para sairmos no amanhecer, dando inicio assim a mais uma etapa da pescaria a ansiedade e emoção, sao enorme, e muito trabalho também, todos atentos ao detalhes para não se esquecer de nada e a todo momento estavamos em contato com os 12 companheiros já devidamente confirmados para mais uma pescaria.

Com tudo previamente organizado, o barco de apoio com capacidade para sete toneladas as 5 canoas a serem usadas para a acomodação dos pescadores, as compras, a traia de cozinha, gerador para energia, barracas e as indispensáveis minhocuçus, essas que fizeram a diferença na pescaria, principalmente porque o rio xingú nessa época ainda com bastante água e com águas um pouco turvas em decorrência das fortes chuvas na região, com isso a possibilidade de fisgar um belo exemplar é grande , principalmente os grande s peixes de couros, como os p irararas, barbados, cacharas etc. Estávamos na época certa e com as iscas corretas e no lugar ideal, isso só aumentava o entusiasmo de todos , mas se não pegássemos nada não teria problema, pois o rio mesmo cheio a viagem seria muito bonita e divertida.

Com os companheiros escolhidos a dedo, a certeza de uma boa farra era inevitável, com isso dificilmente algo poderia dar errado, porque pegar o peixe para nos não é o mais importante , fisgar um belo exemplar é uma consequência de todo o contexto que envolve uma pescaria.

Depois de vários dias de programação definitivamente estávamos todos na estrada com nossa bagagem em direção ao Rio Xingu, com saída na cidade de São Felix do Xingu, local de onde determinamos que fosse nossa partida, o companheiro e meu compadre Antonio Augusto, já estava com o barco ancorado, as margens do rio no ponto de embarque e nos aguardava no local para terminarmos de colocar os equipamentos na embarcação e definitivamente partimos.

Decidimos que sairemos na quinta feira de madrugada, aproximadamente as 5 da manhã, com a embarcação já devidamente carregada e tudo preparado fomos jantar e deitarmos um pouco para descansarmos e após o merecido descanso podermos sairmos para o ponto estabelecido, a região conhecida como Barra do triunfo, esse é um lugar, próximo ao local onde o rio triunfo deságua no rio Xingu, mas como o rio ainda tem bastante água não sabíamos o lugar exato de montarmos o acampamento, seria o mais próximo do ponto de encontro dos rios, ficaríamos no rio Xingu, com a ajuda tecnologia tínhamos em mãos um GPS e Algumas coordenadas, tiradas do Google Earthe (programa de fotos de satélite)em poder dessas informações, não estávamos totalmente no escuro, pelo menos tínhamos noção do local onde ficaríamos ,com algumas informações e mais a grande experiência de nosso barqueiro , não seria difícil escolher um bom local para passarmos os quatro dias prometidos.

Como eu tinha varias coisas para organizar e estava indo comigo mais alguns companheiros eu me atrasei para sair e por isso fui o ultimo a chegar a são Felix, isso foi por volta das 19:00 hs da quarta feira ainda a noite colocamos toda a nossa bagagem e deixamos tudo organizado para sairmos na madrugada da quinta feira com tudo pronto fomos todos jantar e confraternizar o momento, a cervejinha as brincadeiras e as historias, são indispensáveis , mas não demorou muito para irmos dormi pois o dia seria longo.

A partir das 4:00 hs da manha começarmos a levantar e tratarmos logo de tomarmos nosso café matinal, para podermos ainda bem cedo partimos, foi rápido e já estamos todos prontos e não perdermos muito tempo, descemos logo para a marine, local onde estava a embarcação a nossa espera devidamente carregada e preparada para a viagem de aproximadamente cinco horas rio a baixo.

Levamos aproximadamente 40 minutos para sairmos e começamos nossa viagem rumo a mais uma pescaria, nas águas do rio Xingu, água ainda um pouco turvas em função do final do período chuvoso, rio ainda um pouco cheio, mas isso não ofuscaria sua beleza, pelo contrário o deixa ainda mais imponente, majestoso e encantador, todos nos esperávamos o nascer do sol, sabíamos que seria uma imagem maravilhosa, principalmente vista de cima de uma embarcação no meio do rio e com a presença de vários amigos.

Como tínhamos previsto a luz do sol começou a se entranhar nas nuvens ainda e pouco carregadas de água, produzindo uma imagem indescritível é um momento de muita reflexão e harmonia com a natureza, parecia que o mundo estava renascendo, os pequenos animais já começavam a dar os sinais de vida e o dia começava, nos por alguns momentos ficamos Calados e todos pareciam estar recebendo energia da natureza, cada um a sua forma admirava aquele momento, logo o vapor da água começou a subir produzindo uma espécie de nuvem na superfície do rio e o único movimento que havia era das águas, hora rápidas hora lenta e a de nosso barco que cortava as águas para nos proporcionar momentos de grande prazer.

Por volta do meio dia nos já estávamos nas proximidades do ponto onde iríamos ficar, resolvemos pegar uma de nossas avoadeiras, como são chamados os barcos de pesca na região, eu e o companheiro Antonio Augusto fomos dar uma volta fim de procurar o melhor local para montarmos nosso acampamento, entre algumas opções escolhemos uma pequena ilha, muita arborizada, mas com pouca praia, restava apenas um pouco na ponta da ilha, onde poderíamos tomar banho e que serviria também para darmos uma nadada, após o almoço, sempre vamos todos para água nesse momento existe uma descontração, sempre tem uma piada, uma história. Bem já definido o local, nos já começamos a organizar o local, para montarmos o acampamento, ancoramos o barco próximo da onde seria a cozinha e começamos as trabalhar, com mais ou menos 2 horas, já estávamos com as barracas armadas e a cozinha montada, só comemos um pouco e já partimos para o rio em busca dos bichões, já sabímos que o período estava pra os bagres, pois com o rio ainda um pouco cheio e tínhamos como isca principalmente as minhocaçus, não daria outra, iríamos ter como chance os peixes de couro.

Com nosso acampamento praticamente montado e nossas trais nos barcos saímos em busca dos grandes exemplares, na minha equipe estava o companheiro Plonio e Jair, decidimos subir o rio Triunfo acima, entre vários pontos bons, uns de arremesso outros de água mais parada, resolvemos ficar próximos a uma correnteza, ficamos a margem direita do rio em um poço formado pela curva do rio, com a água forte provocada pelas correntezas, apoitamos a uns 3 metros da margem do rio e começamos a lançar nossos anzóis na água , equipamento preparado para os peixes de couro, anzóis mustade 7/0, linha de multifilamento de 60 Lbs, carretilha shimano calcuta 401 TE, com capacidade para 150 mts de linha , Plonio usou equipamento também balanceado, porem usava molinetes Abu Garcia e Jair usou o mesmo equipamento, ambos com linha 0,50 e anzóis 6 e 7/0, como iscas usamos as minhocuçus, após alguns minutos, algumas poucas tentativas de fisgada, mas todas em vão, so algumas piranhas pequenas se arriscavam em nossos anzóis, já estávamos pensando em mudar de poço, foi quando algo me chamou a atenção , na margem direita do rio no meio da correnteza, havia muitas batidas de peixe, algumas vezes dava pra ver as piabas e pequenos peixes saltando fora da água na tentativa de se escapar dos violentos ataques, a principio imaginamos que seria os tucunarés, mas logo percebemos que não poderia ser , pois os peixes saiam da água e sabíamos que não teria como ser os tucunarés e os ataques sempre no meio da correnteza, isso descartava a possibilidade de ser alguns tucunarés , tinhamos como alternativas as cachorras ou então as bicudas, ficamos ali por alguma tempo observando os fulminantes ataques, as vezes chegava a sair fora da água na tentativa de capturar algum peixe.

Como sempre levo todo o equipamento preparado para toda a situação, estava co uma vara da shimano 8 a 17 lbs, com carretilha calcuta curado 201, monida de linha mulfilamento de 40lbs com uma isca artificial inna 90 da mariner e Plonio com um equipamento também para isca artificial vara e carretilha bem balanceado com o equipamento em mão resolvemos dar umas linhadas naquele movimento de peixes, para a nossa maior surpresa nossa era um ataque de bicudas ao um cardume de piabas, foi uma das coisas mais impressionantes que já tinha visto, as bicudas chegavam a sair fora da água na tentativa de pegar os pequenos peixes, foi uma cena impressionante, mas não perdermos muito tempo, logo já começamos nossos arremessos, não demorou muito para os primeiros ataques em nossas iscas, eram violentos, formidáveis, os peixes iam batendo nas iscas ate o ponto de remessá-las para cima da água, e quando elas batiam na água novamente recomeçava os ataques, foi logo que fizemos um dublê eu e Plonio, fisgamos dois belos peixes, com uma briga incrível pois por natureza são muitos vorazes e de uma força incrível e a situação da farra alimentar ainda as tornava mais impressionante, como estávamos soltando o barco rio acima e passando pela correnteza, exatamente no ponto dos ataques com o motor desligado e suspenso para que na briga com os peixes a linha não passasse pela elice do motor, éramos três pescadores com e com vários arremessos, não podíamos correr o risco de uma de nossos equipamentos se enroscar no motor e perdemos o peixe e o tempo que naquele momento era o mais precioso, pois sabíamos que era um cardume e ele se passaria rápido, tínhamos de aproveitar o máximo do tempo possível.

Foi um dos momentos mais impressionantes na pesca dessa espécie, hoje sou um grande admirador tanto da modalidade de pesca de arremesso como dessa espécie, são animais incríveis, extremamente versáteis, pois são fisgados tanto com iscas na superfície, como meia água e ainda com iscas naturais na profundidade alem de serem fortes e muito agressivos, na fisgada proporcionam grandes saltos na tentativa de se escaparem das iscas, proporcionando uma grande emoção.

Após uma tarde maravilhosa com as bicudas resolvemos voltar ao acampamento para nos prepararmos para uma noitada de boa comida, e desfrutar daquele momento entre os amigos, e ouvir as mentiras dos peixes perdidos dos companheiros, como sempre os maiores são os vão embora, e saber o que eles tinham fisgado.

Mas os grandes peixes de couro ainda não tinham dado a cara, não tínhamos fisgado nenhum, nem nos nem os companheiros, mas como ainda estava no primeiro dia , não estávamos muitos preocupados sabíamos que iríamos conseguir era uma questão de tempo e de mais insistência, com a troca de informações entre os companheiros já começamos a traçar os metas para o dia seguinte e mudarmos um pouco nossa estratégicas, pois queríamos mesmo o encontro com os barbados, surubins Cachara e os Pirararas.

Levantamos bem sedo no dia seguinte, tomamos um café e fomos logo a procura dos bichões, rodamos o rio em vários pontos e nada só alguns pequenos peixes, mas nada tão especial, conhecemos vários pontos e tanto entrando rio Triunfo acima como no próprio Xingu onde estávamos acampados passamos o dia todo pescando mas com pouco sucesso, resolvemos fazer a boca da noite , ou seja ate a noitinha, em um poço no rio triunfo, pensei no retorno a noite para o acampamento mas não me preocupei pois sabia que tinha o GPS, se não acertássemos o retorno faríamos uso dele, a noite muito escura e com o rio ainda cheio e com o fator das varias ilhas, isso poderia ser um risco de nos perdermos em nosso retorno ao acampamento.

Depois de várias horas de pescaria e com alguns peixes fisgados não tão importantes como estávamos querendo resolvemos voltar ao acampamento já era por volta de 21:00 horas, o rio estava muito escuro o tempo fechado para a chuva, resolvemos que seria melhor irmos para o equipamento pois teria um risco de pegarmos uma chuva, onde estávamos e isso não seria nada bom, quando procurei minha lanterna tive uma surpresa a caixa que ela estava , tinha ficado no acampamento e pior ainda o GPS, também estava na mesma caixa, como tínhamos saído bem cedo eu não a coloquei no barco, pensei que voltaríamos antes do anoitecer e não imaginava que o tempo ia mudar tanto, não nos restando outra alternativa resolvemos irmos assim mesmo, usando apenas uma pequena lanterna de cabeça, saímos do rio triunfo em direção ao acampamento em uma ilha não muito distante do encontro dos rios, como estávamos muito de vagar, perdi um pouco a noção da distância e da localidade do acampamento, mas descendo um pouco anos vimos uma luz, no meio do rio e imaginamos ser a do acampamento, ficamos um pouco aliviados, pois já estávamos rodando a algum tempo e não tínhamos nem sinal de nosso acampamento, já podia sentir uma certa preocupação dos companheiros, mas com a visão da luz, sabí­amos que o problema estava resolvido.

Acelerei no sentido da luz para chegarmos, logo percebi que tinha alguma coisa errada, pois a luz parecia em movimento e muito fraca, ao nos aproximarmos, para nossa maior surpresa, estava seguindo uma embarcação que estava descendo o rio e pensando que aquela luz seria do nosso acampamento, ai nesse momento sentimos que estávamos mesmo perdidos e para minha maior indignação é que tinha tanto o lanterna como o GPS e estava no meio do rio Xingu, sem noção de onde estaria nosso acampamento e La estava o que poderia nos tirar daquela situação um GPS, isso me deixou muito irritado mas como a culpa foi minha mesmo tive de aguentar calado.

Rodando por vários minutos avistamos outra luz essa por sua vez parecia ser de uma casa a beira do rio ou ate mesmo de nosso destino, virei o barco no sentido dela e fomos chegando mais perto, ai lembramo-nos do ponto onde estávamos, ou seja, a uns 5 km de nossa ilha rio abaixo, nem perdemos mais tempo, como já estávamos todos apreensivos, o assunto era muito pouco, só queríamos chegar logo na nossa ilha.

Partimos em direção ao ponto, sempre muito atentos, nesse momento resolvemos dar a volta em uma ilha, logo após ter subido o rio alguns minutos, para nossa maior supressa avistamos bem longe um clarão, aquela que poderia ser realmente o nosso tanto esperado acampamento, pois essa estava realmente no meio do rio, ainda um pouco preocupados seguimos rumo a luz, para nossa maior satisfação, realmente era a nossa ilha, ou seja, onde estávamos acampados, foi uma alegria e alivio a todos, já estávamos pensando que teríamos de passar a noite dentro do barco, isso não seria nada bom, após alguns minutos já tinha passado o estresse da perdida e já estávamos todos sorrindo e tomando uma para relaxar.

Essa situação sempre nos traz um aprendizado, mesmo conhecendo o rio a mais de 15 anos e sempre atento com as mudanças causadas pelas estações do ano hora cheio e hora vazia, sempre é bom sermos mais precavidos e nos adequarmos com a tecnologia é o mais sensato, daquele dia em diante GPS é mais uma ferramenta de pesca para mim, pois qualquer acidente inesperado em uma pescaria nos acabamos envolvendo todo o grupo e isso não é bom, afinal existe toda uma preparação e uma logística para o passeio, devemos ser precavidos ao máximo para não cometermos tais erros.

Passado o susto, retornamos no ponto onde os dois rios se encontravam e resolvemos ficar ali por algum tempo, ao chegarmos ficamos mais na margem do rio, mas nada, nada dos bichões ainda, mas como a calma e persistência são as armas dos pescadores, ficamos ali durante algum tempo, como nada alem das piranhas vermelhas tomando nossas iscas o Plonio deu a idéia de irmos para o meio do rio, achei meio estranho, mas não podemos desfazer dos palpites dos companheiros, não relutei e resolvemos mudar de lugar, apoitamos no meio do rio, ou seja, do braço do rio, pois a nossa frente ficava uma ilha formando assim um braço do rio, não demorou muito para nossa maior surpresa logo vi a ponta da vara do Plonio emborca indo quase na água, ele só disse é um dos grandes, ai ele começou o trabalho, como estávamos no meio do rio a água estava forte e o trabalho foi duro, mas não demorou muito para o bicho botar a cara o companheiro Jair logo largou seu equipamento e já pegou o pusá para ajudá-lo a retirar aquele belo barbado foi uma briga e tanto, colado no barco fomo as seções da fotos ai como a regra é clara, quem não pega tira a foto, fui obrigado a registrar o momento.

Não demorou muito ele pegou outro e mais outro, já estava ficando preocupado, mas para minha sorte, logo senti a forma do animal na minha linha, fui um puxada impressionante, senti o peso do animal na ponta da vara, vara de 20 a 30 Lbr, parecia uma varinha de bambu, e so gritei esse é o meu e é dos grandes, a emoção tomou conta de todos, comecei o trabalho de briga com o bruto, equipamento bem balanceado facilitou

Ao final de 5 dias de muita aventura e muitos peixes fisgados e devidamente fotografados levantamos acampamento e nos preparamos para a viagem de retorno, esse por sua vez regrada a uma boa picanha e uma cerveja geladinha, levamos 7 horas para subir o rio, todos contentes pelo resultado da pescaria e alguns fanáticos já pensando na próximo , como eu.

Parceiros

  • Exercito Brasileiro
  • Akakia
  • Pesca Amadora

Desenvolvido por INGG