Arremesso
Uma das mais cobiçadas modalidades de pesca entre os esportistas e muito usada nessa região da bacia Amazônica, em particular na região de São Felix do Xingu, é a pesca de arremesso, pois o rio com sua água cristalina e morna, principalmente entre os meses de junho a outubro é idela para a modalidade. Aqui se encontram as principais variedades de peixes para a modalidade, entre elas o Tucunaré em suas várias espécies como tucunaré-açu, tucunaré-paca, tucunaré-pinima, tucunaré-pitanga, tucunaré-vermelho ou tucunaré-pretinho.
Ao contrário de sua origem, em águas de lagos e represas ou seja águas paradas, aqui eles se desenvolveram, em águas rápidas e correntezas e ficaram ainda mais fortes e brigões, pois é comum serem fisgados próximos as cachoeiras, nos remansos, onde eles ficam a espera dos pequenos peixes que tentam subir as águas fortes e acabam se aproximando dos rebojos formados pelo contato da água com as pedras, esses peixes geralmente já cansados se tornam uma presa fácil para os temidos Tucunarés.
As Bicudas, peixe de boca em forma de bico bastante duro, peso médio de 1 a 3 kg, seu corpo lembra o formato de um torpedo, é esguio e extremamente forte, comº seus ataques violentos proporciona ao pescador uma satisfação enorme, quando fisgada dá grandes saltos na tentativa de escapar, costuma tomar bastante linha, aumentando o tempo de brigaº com essa espécie, costuma ficar nas correntezas mais pode ser pescada em praticamente todo o rio, desde as águas mais paradas até as grandes cachoeiras; fisgada com iscas naturais, pequenos pedaços de peixes como filé de piranhas ou piabas, na pescaº comº iscas artificiais, são mais comuns nas iscas de meia água e superfície, podendo ser capturada nos mais diversos modelos de iscas e modalidades, ela pode ser encontrada desde a pesca de espera com isca naturais até as pesca de arremesso com flay usando moscas, por ser tão dinâmica e proporcionar grande emoção aos amantes da modalidade é que a prefêrencia pela sua pesca esta crescendo a cada dia e se tornando o grande alvo dos amantes de pesca de arremesso.
A Cachorra, conhecida como cachorra gigante do rio xingu, é um predador preeminente e extraordinário com seus enormes dentes e sua boca rasgada até a altura do olho que pode abrir em ângulo direto é caracterizado por dois caninos sobre-dimencionados que originam-se da mandíbula inferior e se enquadram exatamente em duas cavidades correspeondentes do maxilar superior. As outras dezenas de dentesº menores , são afiados como alfinetes, boca extremante dura difícil até para os anzóis dos mais afiados, seus ataques são extremamente violentos e dificilmente sua presa pode escapar, uma vez fisgada, luta com muito força e velocidade de tomada de linha para escapar, como a bicuda dá grandes saltos e retomadas de linha, por ser um predador das correntezas seus ataques são fáceis de serem indentificados, formam grandes rebojos nas fortes águas provenientes de seus ataques fantásticos, são encontradas tanto acima das quedas de água bem como abaixo delas, principalmente em zonas mais montanhosas e de pedreiras, tornando assim uma das grandes opções da pesca de arremesso.
Durante este período do ano (junho a outubro) e com as águas bem limpas, a prática dessa modalidade e bastante usada e proporciona momentos impressionantes aos pescadores, pois é possível ver na maioria das vezes o peixe atacando as iscas, principalmente se estiver usando iscas de superfície E ao serem fisgados eles dão grandes saltos na tentativa de escaparem, proporcionando momentos de grande beleza e emoção.
Equipamento a ser usado:
- Varas de ação rápida de 8 -17 Lbs, com comprimento entre 6 a 7â", passadores resistentes à corrosão das linhas de multifilamento.
- Linhas de 20 a 40 Lbs, multifilamento, nesse caso usar um líder de fluorcarbono de 40 Lbs ou linhas de monofilamento de 0,30 a 0,40, resistentes a abrasão que sejam menos visíveis possíveis, o uso do líder pode ser de um diâmetro mais grosso ou usar as de fluorcarbono, pois os ataques violentos e a grande quantidade de obstáculos como as pedras podem danificar com mais facilidade a linha e impossibilitar a retirada dos peixes, tendo em vista sua força e agressividade, evitar os cabos de aço como encastoadores, pois são facilmente perceptíveis pelos predadores, aumentando assim as chances de fisgar um belo peixe.
- Iscas de meia água como aproximadamente 13,5 cm entre 28 a 35 GRS com 3 a 4 garatéias, as de superfície de média 12 cm e aproximadamente 24 GRS de 2 a 4 garatéias, no entanto podemos mergulhar no mundo das iscas e fazer uso das infinidades de marcas e modelos existentes no mercado, isso poderá mudar de acordo com a temperatura da água, visibilidade e época do ano, o correto é se informar com os pescadores locais quais os modelos e tons de cor que se usa na época.
- Como estaremos usando linhas finas, e os peixes são muito valentes é sempre bom ter na embarcação alicates tipo boga grip para auxiliar a retirada do peixe ou os puças, com isso podemos retirar os animais sem machucar.
Ceva
Modalidade muito utilizada entre os pescadores esportivos, é uma pesca realizada em praticamente todas as bacias pesqueiras, de norte a sul, motivo de vários documentários e livros, deve principalmente pela satisfação e praticidade da pesca e da grande diversidade dos pescadores, pode ser praticada pelos principiantes, crianças, mulheres e até os marmanjões fanáticos, esses por sinal passam horas e horas preparando as massas e misturas das mais variadas formas possíveis para manter uma ceva desde milho pubo (milho em processo de apodrecimento, fica submerso na água por vários dias), colocados em sacos a uma determinada profundidade no rio, a mandioca, o couro de grandes animais e até mesmo carcaça de animais em decomposição, nessa região da bacia Amazônica, em especial no Rio Xingu, temos como os principais peixes de ceva os Pacus, conhecido aqui como Pacu Seringa e mais algumas variedades como o Pacu manteiga e Ferradinha, e os Piaus, tanto o Piau três pinta como o Flamengo, e os Piaus de leito e Cabeça gorda, como são conhecidos aqui na região.
A ceva é utilizada praticamente durante todo o ano, com o rio cheio ou não, mas é mais acentuada nos períodos entre junho a outubro, quando as águas estão mais limpas, são peixes bastante usados na culinária local pela qualidade de sua carne e pelo valor na gastronomia local.
Equipamento a ser usado:
- Varas de 8Lbs de 5â" de ação lenta, linhas de 8 a 10 Lbs, nas multifilamentos usar líder de 0.25 fluorcarbono e nas monofilamentos usar entre 0,20 a 0,30, anzóis nº 02 a nº 03 , e chumbada leve nos remansos e um pouco mais pesada na águas mais rápidas.
- As iscas poderão ser das mais variadas formas possíveis como: milho de conserva, milho cozido ou pubo, massas preparadas a base de milho, Castanha do Pará, essa em especial para os Pacus.
- Dar preferência a remansos em lugares mais fundos próximos as pedras, geralmente nos rebojos.
- Por serem ariscos e com a transparência da água, usar linhas mais finas possíveis, não usar encastôo e regular bem a fricção do equipamento, com uma vara bem flexível, terá a certeza de grandes momentos em sua pescaria.
Pescaria de espera ou pesca de fundo
A pescaria de fundo como é conhecida aqui na região é a pescaria dos peixes a princípio de couro, podendo para tanto fisgarmos alguns de escama, mas é dada como referência a pesca dos peixes de couro como, Pirarara, Barbado, Surubin Cachara (conhecido por pintado), Jurupensém (conhecido como Bico de Pato), Jurupoca, Mandi, Jaú, etc. são encontrados em praticamente todo o rio desde o leito as margens com barrancos e locais fundo de pedra, em águas rápidas ou paradas, as iscas nessa modalidade são pequenos peixes vivos de preferência os piaus, piabas, pequenas traíras e minhocas nesse caso, as mais usadas são as minhocoçus e pedaços de peixes como o filé de piranha, pedaços de Pacus, Piaus, Sardinhas etc, como preferência peixes de escama mais clara, o tamanho da isca a ser usada depende muito do propósito da pescaria e algumas particularidades, nesta região do xingú, usamos, piabas vivas ou charutos (pequeno peixe usado para como isca), pedaços de outros peixes de escama como bicuda, traíra, papaterra, e o filé da Piranha, em regra passa o anzol pelo couro e deixa a ponta exposta do lado da carne, com isso a isca não irá atrapalhar na hora da fisgada, as minhocoçus são usadas com mais frequência no período das chuvas onde as águas estão mais barrentas e mais escuras.
Equipamento a ser usado:
- Varas de 20 a 60Lbs de 1,70 a 1,83mts, fibra de corbono com passadores resistentes a corrosão e as linhas de multifilamento.
- Linhas de 40 a 60 Lbs nas multifilamentos e como opção, usar líder de 0,50 Lbs fluorcarbono e nas monofilamentos usar entre 0,40 a 0,80mm, dependendo da pesca.
- As chumbadas deverão manter a linha no fundo, aumentar seu peso principalmente nos leitos dos rios ou em águas mais fortes.
- Anzóis entre 5/0 a 10/0, sempre com encastoo de aproximadamente 20 cm de cabo de aço 60 a 80 Lbs.
- Carretilhas ou moniletes, com grande capacidadE de linhas entre 150 a 200 mts, como a shimano Calcuta 700 , carretilha Mariner Sports Black Max 30 ou moniletes como o Daiwa BG 90.